Procurei o amor, que me mentiu. Pedi à Vida mais do que ela dava; Eterna sonhadora edificava Meu castelo de luz que me caiu! Tanto clarão nas trevas refulgiu, E tanto beijo a boca me queimava! E era o sol que os longes deslumbrava Igual a tanto sol que me fugiu! Passei a vida a amar e a esquecer...Atrás do sol dum dia outro a aquecer As brumas dos atalhos por onde ando...E este amor que assim me vai fugindo É igual a outro amor que vai surgindo, Que há-de partir também... nem eu sei quando...
Florbela Espanca
Finalmente deixo aqui algo. É assim a Inconstância.

3 Comments:
Minha inconstante adorada... Este soneto é para ti. Não sendo uma grande apreciadora de Florbela Espanca... Gosto destas palavras... Há um ano atrás, andava a escrever este soneto em todo o lado. Agora mando-to a ti. Acho que te dirá algo. ;) luv u!
"Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui...além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente...
Amar! Amar! E não amar ninguém!
Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!
Há uma Primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois, se Deus nos deu voz, foi pra cantar!
E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar..."
Que te saibas perder, para te encontrares... Que nós as três, nuvens, nos saibamos perder, para encontrar o amor que nos foge. =)
Inconstante ou nao... Adoro-te
Hoje fugi...
De coimbra
de mim
mas não fugi de ti
:)
Oh minhas nuvens adoradas.
Quem me dera dominar tão bem as palavras como os poetas para poder transmitir o que me fazem sentir.
Aninha, diz-me muito mesmo...em todos os versos.
Rachel, percebo porque fugiste, mas n o poderás fazer eternamente.
Gosto de voces as duas daquela forma inexplicável. Dos laços. E das empatias.
Enviar um comentário
<< Home